terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Alívio nas contas? Dados devem mostrar que dívida pública parou de crescer

São Paulo — Depois de anos com dívida explodindo e rombos crescentes, a situação fiscal do Brasil deve aparecer mais controlada em dados desta semana.

O Tesouro Nacional divulga, às 14h30 desta terça-feira (28) o Relatório Anual da Dívida Pública de 2019, seguido de entrevista coletiva com o secretário Mansueto Almeida. No dia seguinte (29), será divulgado o déficit público.

No caso da dívida, um fator determinante deve ser a queda do pagamento de juros, já que a taxa Selic nunca foi tão baixa. No Fórum Econômico Mundial em Davos, o ministro Paulo Guedes destacou que o governo reduziu em 100 bilhões de reais o serviço da dívida em 2019.

Em entrevista para EXAME no final de dezembro, Mansueto destacou que de 2013 até 2018, a dívida pública cresceu 25 pontos percentuais do PIB, uma média de 5 pontos percentuais por ano. Agora, o tão esperado momento de equilíbrio está ficando cada vez mais próximo:

“Em agosto, discutíamos que a dívida iria terminar esse ano em 81% do PIB. Agora o cenário é que a dívida vai ficar praticamente estável, em menos de 78%”, disse ele.

Ele destacou, no entanto, que a melhora do panorama continuava dependendo da continuidade de reformas e de crescimento econômico.

“Ou continuamos a agenda de reformas, ou todos esses resultados vão embora rapidinho. Não podemos nos enganar que o serviço já está feito”.

A principal aposta para 2020 é a reforma tributária, que deve ser uma das prioridades do Congresso na retomada dos trabalhos, na semana que vem.


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