O dólar se valoriza frente ao real, nesta quinta-feira, 25, com a maior aversão a risco no mundo, após os Estados Unidos voltarem a bater recorde de novos casos de coronavírus depois de dois meses. As expectativas dos investidores é a de que o crescente número de infectados dificulte os processos de reabertura no país e, consequentemente, desacelere a recuperação econômica.
Às 9h20, o dólar comercial subia 0,8% e era vendido por 5,368 reais.
Na quarta-feira, os EUA registraram 36.880 novos infectados, de acordo com os dados oficiais. Com isso, o país voltou a superar o recorde anterior, de 36.739 casos, registrado em 24 de abril. Os novos casos, segundo o New York Times, têm se concentrado em estados do sul e oeste americano, como Flórida, Texas, Oklahoma e Carolina do Sul.
Novos surtos da doença em países da Europa e da Ásia também preocupam os investidores, que, em sua maioria, viam os processos de reabertura dessas localidades como mais sustentáveis, já que se iniciaram após o pico do número de casos – diferentemente dos EUA e do Brasil.
Na Alemanha, tida no início da pandemia como exemplo no controle à doença, mais 500.000 pessoas voltaram ao lockdown, após mais de 1.500 trabalhadores de uma fábrica de embalagem de carnes terem sido diagnosticados com o coronavírus.
No radar do mercado, também estão os dados semanais de pedido de auxílio desemprego dos Estados Unidos e a terceira e última revisão do PIB americano do terceiro trimestre, que serão divulgados às 9h30.
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